A visualização de um foco ecogênico intracardíaco (FEI) no segundo trimestre de gestação é relativamente comum, estando presente em 3 a 4% dos fetos normais. É descrito como um ponto brilhante, semelhante ao eco das partes ósseas, causado pelo reflexo dos músculos papilares e da cordoalha tendínea, explicado através da análise histológica como uma mineralização da região. Outro fator relevante no percentual de visualização é a raça, pois os asiáticos têm uma prevalência maior de (FEI) quando comparados aos caucasianos, por exemplo.
Existem vários estudos que avaliam a relação do FEI e trissomias 21 e 13. No entanto, quando o FEI é um achado isolado em pacientes de baixo risco, sem outros marcadores maiores ou menores para aneuploidias, é considerado uma “variante normal” da anatomia e geralmente não há necessidade de outros métodos de investigação. (Callen –Ultrasonography in Obstetrics and Gynecology)
Encontrei um estudo comparando a visualização de um versus múltiplos focos ecogênicos intracardíacos e a relação com a trissomia do cromossomo 21. Foi publicado no American Institute of Ultrasound in Medicine, em 2010.
Eles concluíram que o achado de múltiplos FEI tem maior relação com a Síndrome de Down (8,5% dos fetos com 2 FEI tiveram o diagnóstico de T21 x 0,6% dos fetos com 1 FEI com T21). Complementaram a avaliação dizendo que os achados precisam ser colocados no contexto de cada situação, e se a paciente tem simultâneamente um alto risco para T21 e múltiplos FEI isso pode aumentar em até 50% a chance de um feto com Síndrome de Down.
